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Sunday, December 7, 2025

Ceifeira Aquática - Conver MC 106

Com um custo de 800 mil euros, a câmara municipal de Águeda adquiriu um equipamento moderno que permite recolher até 7 vezes mais plantas invasoras do meio aquático do que o anterior equipamento que dispunha este município.

Este equipamento flutuante permite o controlo de plantas invasoras dos meios aquáticos de água doce que nos últimos anos se tem alastrado de forma bastante acelerada no nosso país, devido a uma certa inércia no seu controlo, por parte dos organismos públicos.

Este equipamento foi adquirido com a finalidade de ser utilizado apenas para controlar a população de jacintos de água que são plantas aquáticas que crescem e vivem sobre as águas retirando o oxigénio da água para se alimentarem.  Essa retirada de oxigénio da água cria um desiquilíbrio ecológico nocivo para o meio aquático levando a uma degradação rápida das condições ambientais iniciais. Não permite o desenvolvimento de outros seres vivos devido à falta de oxigénio que provoca na água.


Apesar da sua enorme beleza na época de floração, os jacintos de água, têm de ser controlados de forma a evitar o seu desenvolvimento exponencial e nocivo. Exemplo as imagens que ilustram este post com uma ponderação entre beleza e risco ambiental.

A ceifeira aquática tem 16,65 m de comprimento, por 4,75 m de largura e pode transportar até 6500 kg de biomassa que são cerca de 18 m³. Vazia tem um calado de 40 cm e carregada fica com cerca de 53 cm de calado. Consegue atingir cerca de 3,5 nós e consome cerca de 10 a 13l/h. A tripulação é composta por 2 pessoas, operador e auxiliar. Foi produzida nos  Países Baixos pela Conver, um fabricante que tem vários equipamentos semelhantes no seu portfólio.

Esta máquina,  a par da existente, irá operar na maior lagoa natural da Península Ibérica, a pateira de Fermentelos. O município de Águeda é o único município que trata e combate os jacintos de água. 
Visão geral da Pateira de Fermentelos, a maior lagoa natural da Península Ibérica.

Tuesday, March 25, 2025

O acidente da Vigorosa

Com a passagem de uma pequena tempestade em Lisboa, um dos danos causados pelos ventos fortes foi o arrastamento da grua flutuante Vigorosa, que acabou por embater na ponte cais da Matinha, destruindo parcialmente parte da ponte já em muito mau estado e por causar o afundamento parcial desta grua flutuante icónica do porto de Lisboa.
O batelão Rute, onde a grua Vigorosa costumava atracar nos últimos tempos, conforme foto abaixo e de onde terá partido arrastada pelo vento, destruindo também na sua passagem uma antiga ponte cais que já se encontrava desactivada devido ao avançado mau estado de conservação e risco de colapso.



Espera-se que a Vigorosa volte à posição vertical em breve e que possa continuar a operar no Tejo por mais alguns anos, na estiva dos graneleiros, em pleno rio.

Tuesday, May 23, 2023

Hippotrip Mar e Rio

 

Dois dos 3 autocarros anfíbios que diariamente efectuam passeios com turistas no rio Tejo. Nos registos o Hippotrip Rio e o Hippotrip Mar, nos seus registos marítimos.




Saturday, February 11, 2023

A breve passagem do Sea Installer por Lisboa

Efectuou uma escala de apenas 7 horas para reabastecimento em Lisboa, a plataforma Sea Installer. Este tipo de navio bastante raro neste porto, está em trânsito da Turquia (Yalova) para Roterdão.

O Sea Installer atracou no terminal do Porto Brandão, onde reabasteceu combustível e seguiu a sua viagem. Este navio tem a particularidade de conseguir erguer-se da água, subindo nos 4 pilares cilíndricos que transporta, que por sua vez assentam no solo subaquático. Serve para efectuar trabalhos marítimos onde seja exigida estabilidade de uma plataforma de trabalho.
Está ao serviço da DEME. Como principais características tem 132,4 m de comprimento, 39 m de boca e 6,6 m de calado. Tem uma tonelagem de 15966 t GT e navega com o IMO 9646481 e porto de registo em Fredericia (Dinamarca). 

Thursday, April 28, 2022

A barca d'Amieira

Pode ser considerado o primeiro serviço "ferry" do rio Tejo em Portugal, após o rio atravessar a fronteira Portuguesa. Trata-se de uma pequena plataforma flutuante, que efetua a travessia do rio Tejo, entre os concelhos de Nisa e Mação, no limite entre o Alto Alentejo e a Beira Baixa. Nesta zona o rio não é navegável, exceto por embarcações de pequeno porte como esta, a única existente na zona, que permite a travessia fluvial por pessoas e veículos, em segurança.
Devido à barragem do Fratel, a primeira barragem totalmente Portuguesa no rio Tejo, esta zona do rio não é navegável, nem mesmo por embarcações de pequeno porte. Apenas no interior da albufeira existem embarcações, entre elas o Friesch Poort sobre o qual já escrevemos neste blogue.
A barca d'Amieira é um transporte público que recentemente foi recuperado com a introdução desta nova plataforma, para ligação entre ambas as margens do rio. É uma travessia fluvial que anteriormente foi efectuada por uma outra embarcação e que esteve alguns anos desctaivada, devido ao aparecimento de alternativas rodoviárias, próximas desta zona, onde a estrada nacional 359 fica separada por alguns metros de rio Tejo. É um investimento que combate a desertificação do interior de Portugal e propicia a aproximação de ambas as margens separadas apenas por alguns metros de distância e profundidade. Permite o acesso pedonal desde a localidade de Amieira do Tejo, ao comboio da Beira Baixa. A barca da Amieira, opera em segurança, apenas quando não existem descargas nas barragens do Fratel e Pracana, ambas a montante do rio. Quando existem descargas nas barragens a corrente no rio fica muito forte e impede a sua operação.

A barca da Amieira tem 12 m de comprimento por 4 m de largura. Funciona entre as 9:30h e as 13:30 h. Na parte da tarde entre as 14:30h e as 17:30h, prestando um serviço público pela Câmara Municipal de Nisa, desde 22 de Setembro de 2020. Sem informação oficial mas quase certo é esta plataforma flutuante ter sido construída pela empresa Portuense, Cais Marinas, uma empresa especializada na construção de plataformas flutuantes e infraestruturas de apoio à náutica de recreio e lazer.