Sunday, June 21, 2026

Evrima

O navio de cruzeiros Evrima, que a Ritz-Carlon Yacht Collection decidiu chamar de super iate, para captar um tipo de passageiro com mais poder de compra, esteve ontem em Lisboa. Aqui iniciou uma viagem de 9 noites com destino a Dublin, com escalas em Leixões, Corunha, Bordéus, Plymouth e Cobh. Saiu de Lisboa pelas 17h:30, tendo chegado de Tânger pelas 7h, de uma viagem de 6 noites que havia começado em Tarragona/Barcelona. 

Este navio transporta quase tantos tripulantes como passageiros. Tem capacidade para 298 passageiros e 246 tripulantes, o que o torna um navio bastante exclusivo. Tem 190 m de comprimento e espera-se que nesta viagem tenha aproveitado para abastecer os 5 restaurantes de bordo com produtos bastante exclusivos da gastronomia Portuguesa. Note-se que este navio foi batizado no porto de Lisboa a 5 de novembro de 2022. Tem marcado a sua presença neste porto, tal como o fazem muitos outros navios, nas suas viagens posicionais do Mediterrâneo para o norte da Europa e Oceano Atlântico. A próxima escala do Evrima em Lisboa, está prevista para 24 de outubro próximo.

Eli A

 


O navio porta contentores Eli A, ao serviço da Maersk, saindo de Lisboa com destino a Algeciras. É um navio de 2005, construído pelo estaleiros J. J. Sietas (Alemanha) que atualmente navega com a bandeira portuguesa e registado na Madeira. Tem a gestão técnica a cargo da Döhle Shipmanagement Pte lda. E o seu propreitário é a Eli Shipping. Navega com o IMO 9326976, sendo um navio porta contentores do tipo feeder. Efetua viagens de no máximo 2, 3 dias entre portos próximos para transporte de carga de portos maiores para portos menores.

Tem capacidade para 868 TEUS e 9981 t GT. Da imagem acima deduz-se que partiu de Lisboa quase vazio pois vais com  linha de água bastante acima do nível da água e com o bolbo a flutuar fora de água. O Eli A, consegue navegar a cerca de 13,8 nós. Tem 134,44 m de comprimento e 22,74 m de largura.

Grona Vulture e Sekavin Pioneer


O navio de carga geral, Grona Vulture e o navio tanque Sekavin Pioneer, ambos atracado na zona da Rocha da Rocha Conde D'Óbidos, em Lisboa. O Sekavin Pioneer no cais de aprestamentos do estaleiro NavalRocha e o Grona Vulture no exterior do cais da Rocha. A curiosidade sobre estes dois navios recai nos seus nomes anteriores, que em ambos, embora ocultos, ainda se conseguem ler no casco. Inclusive o Sekavin Pioneer conseguimos ler dois dos seus nomes anteriores na proa, algo que é pouco habitual.
O Grona Vulture, ainda mostra o nome anterior Navin Vulture visível, para os mais atentos, na ponte de comando.
Já o Sekavin Pioneer, na proa ostenta embora que apagados, os nomes Patagonia 100 e FS Camille. Uma curiosidade que reflecte a vida dos navios e as suas passagens por diferentes empresas e operadores.
O Grona Vulture que navega com o IMO 9543328, é um navio de 2009, construído na China, cujo primeiro nome foi Onego Sementina, sendo posteriormente alterado apenas para Sementina, em 2011. Já em 2015, passou então a Navin Vulture e desde dezembro de 2025 que navega com o atual nome. Já o Sekavin Pioneer, foi construído em 2006 e já ostentou vários nomes também. É um navio com 80 m de comprimento e 15 de largura. Navega com o IMO 9350252 e foi construído como FS Salome, em 2009, passou a chama-se ST Camille, em 2012 FS Camille um dos nomes que ainda osteta na proa, em 2013 passou a chamar-se Pluton, em 2014 Camille e em 2019 Patagonia 100, nome que ainda é visível na sua proa também.
No registo acima vemos o ferry Cale de Aveiro, em primeiro plano. Este pequeno ferry de tráfego local ainda continua no estaleiro a aguardar a sua demolição também.

Herbania e iate Maybe


O navio tanque, Herbania na doca nº 1 do estaleiro NavalRocha, vendo-se ao seu lado o iate Maybe, envolvido numa rede de protecção provavelmente para evitar a dispersão de poeiras e tintas de trabalhos de pintura a decorrer neste iate de 2015, construído em Vigo. Ao fundo pode ver-se também o navio tanque, Sekavin Pioneer. O Herbania é um navio tanque, de transporte de betume e asfalto. Opera com a bandeira Portuguesa com o registo na Madeira, faltando ainda nos trabalhos de pintura a colocação dessa informação na popa. Tem o IMO 9674828, 110 m de comprimento e 18 m de largura. Foi construído na China em 2013. Pertence à frota da Petrogas, empresa espanhola, líder no transporte de produtos derivados do petróleo, nas Canárias.

O iate Maybe envolto numa rede de protecção dos trabalhos em curso. Pode obter mais informação sobre este iate, aqui.

Wednesday, June 10, 2026

Nautica, Vista e Azamara Quest


O encontro de "velhos irmãos" com o Vista a separá-los em cais. O R-five e o R-Seven atualmente como Nautica e Azamara Quest, voltaram a encontrar-se em porto hoje, em Lisboa. Os dois navios irmãos, da mesma classe seguiram rumos diferentes aquando da falência da Renaissance, contudo provaram ser excelentes navios que 26 anos depois ainda continuam a navegar e a proporcionar bons momentos aos passageiros que os escolhem para as suas viagens.





Os passageiros do Vista aproveitaram para conhecer a cidade e deixaram a piscina deserta. O Vista e o Nautica, por curiosidade são agora "irmãos" de frota na Oceania Cruises.
Já os passageiros do Azamara Quest, aproveitaram por permanecer a bordo aproveitando a tarde de festa na piscina e esperando a noite branca que se avizinha. O navio deixou Lisboa pelas 19 h com destino a Leixões. Já o Vista saiu de Lisboa pelas 20 h com destino a Le Havre. Havia feito uma escala antes no Funchal.
O Nautica deixa Lisboa amanhã pelas 17 h com destino a Portimão.

Monday, June 8, 2026

Microsoft Excel


Hoje esteve em Lisboa o Microsoft Excel, perdão o Celebrity Xcel. A folha de cálculo saiu com destino à impressora, desculpem...desconcentração. O navio saiu com destino ao Mediterrâneo onde ficará no verão, devendo voltar a Lisboa apenas em Setembro no seu regresso às Caraíbas, com saídas de Miami. 

MSC Euribia, nos Fiordes da Noruega

Registos obtidos na Noruega, do navio MSC Euribia que se encontra a efetuar os cruzeiros de verão aos fiordes Noruegueses com partidas intercaladas de Kiel ou Copenhaga. Registo da sua escala em Flam.

Do outro lado da montanha, em Gudvangen, estava o Wilson Flex IV, um navio de carga geral que por estas paragens carrega sobretudo pedras destinadas à construção civil.

Wilson Flex IV

Já em Bergen, encontrou-se o Polarlys, numa das suas escalas dos cruzeiros de subida e descida à Costa Norueguesa, incluindo a navegação pelos fiordes, sendo Bergen o porto mais a Sul desta viagem da Hurtigruten, a companhia Norueguesa que faz este percurso há 133 anos. Hurtigruten significa precisamente rota rápida, uma rota criado a 2 de julho de 1893, por Richard With com o objetivo de cumprir um contrato com o governo, para o transporte rápido de correio, mercadorias e passageiros entre as comunidades isoladas do país.
Note-se que apesar da rota turistica, estes navios ainda se encontram obrigados a efectuar o serviço de transporte de passageiros entre as diversas localidades, pelo que é normal os passageiros que compram uma viagem de cruzeiro nestes navios, se cruzarem a bordo com passageiros que estão apenas se deslocando entre localidades do país, incluindo o transporte de veículo e bagagem.

Wednesday, June 3, 2026

Nordkapp a navegar no Geirangerfjord

 

O Nordkapp a navegar no fiorde Geiranger, na Noruega, uma imagem que nos chegou hoje em directo. Obrigado. 

Tuesday, June 2, 2026

A largada do Seven Seas Mariner

 



Registo da saída do terminal de cruzeiros do Jardim do Tabaco, do navio Seven Seas Mariner, com destino ao porto da Horta. O navio está a concluir uma viagem de volta do mundo de 154 dias, que teve início (10 janeiro) e fim em Miami. 

Sunday, May 17, 2026

UAM 802 Atlanta

 

A unidade auxiliar de Marinha Atlanta, que pertence ao instituto hidrográfico. Navegava no Tejo com destino a jusante, muito provavelmente iria acompanhar os trabalhos de repoisção de areias e verificação de cotas de fundo no canal de entrada da barra sul do porto de Lisboa. Um país com 800 kms de costa e com uma dúzia de ilhas merece algo melhor que esta embarcação de 1983, construída na Foznave na Figueira da Foz.

Saturday, May 16, 2026

Amadeus

 

Amadeus, ex-Zeeland, um navio de carga geral, com 80 m de comprimento e 10 m de largura. É um navio de 2001 que navega com a bandeira de São Vicente e Grenadinas, um país das Caraíbas, cuja capital é Kingstown.
O Amadeus é aquele milagre flutuante, que mais parece que flutua do que navega. Foi construído pelos estaleiros Peters em Kampen, Dinamarca, tendo o casco sido construido pelo estaleiro JSC Yantar em Kaliningrado na Rússia. Tem 1435 t GT e é operado pela Baltnautic shipping. Faz um bocado de confusão porque apesar de não ter limite de navegabilidade, mais parece um navio de navegação fluvial, devido à proximidade do topo do navio com a água. Penso que será bastante desdconfortável para uma tripulação trabalhar num navio deste tipo, quase sem espaço no casario para acomodar a própria tripulação. Saiu de Lisboa com destino a Brigthlingsea, no Reino Unido. Consegue navegar até cerca de 10 nós em velocidade máxima.

Hira V

Hira V, um navio tanque que veio carregar ao terminal de Palença, com destino a Roterdão. Anteriormente tinha estado em Sevilha. É um navio com 113,5 m de comprimento por 16,9 m de largura. Nas fotos vemo-lo a deixar a barra do Tejo, com as praias da Caparica em fundo e a draga Barge R, que se encontra a repôr as areias da Caparica. Com 4336 t GT e com o IMO 9217333, o Hira V, navega com a bandeira de Malta. Tem 25 anos. Já navegou com a bandeira Dinamarquesa como Maria Jakobsen, depois como Erria Maria e bandeira da Libéria, tendo posteriormente voltado à bandeira da Dinamarca como Amak Swan e desde outubro de 2019 que navega como Hira V. É um navio da frota da Veysel Vardal Shipping uma companhia com sede na Turquia.

Explora

O navio de exploração científica Italiano, Explora que se encontra ao largo de Lisboa numa missão. Desconhece-se qual o objecto da mesma, se a vigilância aos cabos submarinos, ou se estudo e controlo dos recursos naturais.
O Explora é um navio com 72,62 m de comprimento e 11,89 m de largura. Navega com o porto de registo de Génova, e logicamente a bandeira italiana, com o IMO 7310868. Tem um calado máximo de 6m. Veio de La Coruña e provavelmente ainda regressa a Lisboa para desembarques e depois seguir viagem para outro destino. Foi construído em 1973 e tem 1408 t GT.


O Explora navegando em direcção ao Atlântico na saída do rio Tejo com a torre das argolas em pano de fundo da foto.

Friday, May 15, 2026

Insignia subindo o Tejo

Hoje Lisboa regista um excelente movimento de navios de passageiros. Estão em porto o Le Champlain, o SH Diana que permaneceu em porto esta noite e o Silver Spirit. Pelas 13h subiu o Tejo o Insignia vindo de Ponta Delgada na sua viagem de travessia transatlântica, que teve início no passado dia 4 de maio em Miami na Flórida.

Aqui inicia uma nova viagem com destino a Southampton. Contudo os passageiros que compraram a viagem de 22 dias desde Miami, irão continuar para Southampton. Até Lisboa foi uma viagem de 12 dias. Deverá deixar Lisboa apenas amanhã pelas 16h:30 com destino a Leixões, fazendo assim 3 escalas em portos portugueses.


O Insignia já navegou como ex-Columbus 2 da Hapag Lloyd e ex-Renaissance One. Faz parte da Oceania Cruises, uma companhia do grupo Norwegian Cruise Lines, a par da Regent Seven Seas Cruises. O Insignia e os seus irmãos, embora não frequentes, são assíduos visitantes do porto de Lisboa. 

SH Diana

Alguns aspectos da chegada do Swan Hellenic Diana, ontem a meio da tarde, na entrada do rio Tejo.
O SH Diana, veio de Sevilha e seguirá hoje ao final da tarde, para a Figueira da Foz. Uma escala rara, neste porto da foz do Mondego. Em Lisboa inicia uma nova viagem por 5 países e 9 portos, que o levará até Amesterdão. Depois da Figueira da Foz, fará escala em Ferrol, Gijón e Santander, depois em França vai a Bordéus e Cherbourg e na Bélgica vai a Oostende.

O SH Diana navega com o registo da Monróvia. A exemplo dos últimos navios de exploração que por cá têm passado nos últimos dias, também carrega na popa alguns conjuntos de botes, para desembarques em zonas menos acessíveis.
O SH Diana, é o terceiro de uma série de navios irmãos, que receberam os nomes Minerva, Vega e Diana.