O navio tanque Front Empire que veio desde Sines até ao Tejo abastecer combustível. Com 330 m de comprimento e 60 m de boca, foi destacado pelo próprio porto de Lisboa, como sendo o maior navio que aqui chegou nos últimos 5 anos, exceptuando-se os navios de cruzeiros.

Com o IMO 9788332 e 156866 t GT, o Front Empire navega com a bandeira das ilhas Marshall e faz parte do grupo dos VLCC (Very Large Crude Carriers) onde já só estão classificados os maiores navios petroleiros que navegam pelos mares. Foi construído no Japão em 2018 no estaleiro Japan Marine United em Ariake e é operado pela Frontline Management AS, uma das maiores empresas de transporte de petróleo, que possui cerca de 40 navios VLCC. Tem um calado de projeto de 21,58 m, pelo que só pode visitar Lisboa descarregado ou com apenas parte da sua carga, visto estar impossibilitado de atracar na maioria dos terminais deste porto, que se encontram limitados aos -14 m de profundidade incluindo o terminal de granéis sólidos da Trafaria, que é considerado o terminal de maior calado do porto de Lisboa, mas mesmo assim limitado a navios com 280 m de comprimento. O Front Empire tem 330 m dde comprimento.

Antes de chegar a Sines o Front Empire esteve no terminal Brasileiro de Angra dos Reis, TEBIG, Terminal Marítimo Almirante Maximiano da Fonseca operado pela Transpetro onde carregou a carga que trouxe até Sines.
Apesar da visita surpresa em Lisboa, em Sines este navio é habitual, pois faz parte da frota de navios que transporta petróleo do Brasil para Portugal, devido às participações que a Galp possui nos poços de petróleo Brasileiros. Este navio é capaz de transportar cerca de 2 milhões de barris de uma só vez, aproximadamente 136,5 milhões de euros numa só carga. O que daria para comprar cerca de 2700 apartamentos de meio milhão de euros em Lisboa é apenas o suficiente para cerca de 10 dias de operação da refinaria de Sines.
Comparação entre um ex-cacilheiro do rio Tejo e o Front Empire, esta tarde no rio Tejo.