Sunday, May 17, 2026

UAM 802 Atlanta

 

A unidade auxiliar de Marinha Atlanta, que pertence ao instituto hidrográfico. Navegava no Tejo com destino a jusante, muito provavelmente iria acompanhar os trabalhos de repoisção de areias e verificação de cotas de fundo no canal de entrada da barra sul do porto de Lisboa. Um país com 800 kms de costa e com uma dúzia de ilhas merece algo melhor que esta embarcação de 1983, construída na Foznave na Figueira da Foz.

Saturday, May 16, 2026

Amadeus

 

Amadeus, ex-Zeeland, um navio de carga geral, com 80 m de comprimento e 10 m de largura. É um navio de 2001 que navega com a bandeira de São Vicente e Grenadinas, um país das Caraíbas, cuja capital é Kingstown.
O Amadeus é aquele milagre flutuante, que mais parece que flutua do que navega. Foi construído pelos estaleiros Peters em Kampen, Dinamarca, tendo o casco sido construido pelo estaleiro JSC Yantar em Kaliningrado na Rússia. Tem 1435 t GT e é operado pela Baltnautic shipping. Faz um bocado de confusão porque apesar de não ter limite de navegabilidade, mais parece um navio de navegação fluvial, devido à proximidade do topo do navio com a água. Penso que será bastante desdconfortável para uma tripulação trabalhar num navio deste tipo, quase sem espaço no casario para acomodar a própria tripulação. Saiu de Lisboa com destino a Brigthlingsea, no Reino Unido. Consegue navegar até cerca de 10 nós em velocidade máxima.

Hira V

Hira V, um navio tanque que veio carregar ao terminal de Palença, com destino a Roterdão. Anteriormente tinha estado em Sevilha. É um navio com 113,5 m de comprimento por 16,9 m de largura. Nas fotos vemo-lo a deixar a barra do Tejo, com as praias da Caparica em fundo e a draga Barge R, que se encontra a repôr as areias da Caparica. Com 4336 t GT e com o IMO 9217333, o Hira V, navega com a bandeira de Malta. Tem 25 anos. Já navegou com a bandeira Dinamarquesa como Maria Jakobsen, depois como Erria Maria e bandeira da Libéria, tendo posteriormente voltado à bandeira da Dinamarca como Amak Swan e desde outubro de 2019 que navega como Hira V. É um navio da frota da Veysel Vardal Shipping uma companhia com sede na Turquia.

Explora

O navio de exploração científica Italiano, Explora que se encontra ao largo de Lisboa numa missão. Desconhece-se qual o objecto da mesma, se a vigilância aos cabos submarinos, ou se estudo e controlo dos recursos naturais.
O Explora é um navio com 72,62 m de comprimento e 11,89 m de largura. Navega com o porto de registo de Génova, e logicamente a bandeira italiana, com o IMO 7310868. Tem um calado máximo de 6m. Veio de La Coruña e provavelmente ainda regressa a Lisboa para desembarques e depois seguir viagem para outro destino. Foi construído em 1973 e tem 1408 t GT.


O Explora navegando em direcção ao Atlântico na saída do rio Tejo com a torre das argolas em pano de fundo da foto.

Friday, May 15, 2026

Insignia subindo o Tejo

Hoje Lisboa regista um excelente movimento de navios de passageiros. Estão em porto o Le Champlain, o SH Diana que permaneceu em porto esta noite e o Silver Spirit. Pelas 13h subiu o Tejo o Insignia vindo de Ponta Delgada na sua viagem de travessia transatlântica, que teve início no passado dia 4 de maio em Miami na Flórida.

Aqui inicia uma nova viagem com destino a Southampton. Contudo os passageiros que compraram a viagem de 22 dias desde Miami, irão continuar para Southampton. Até Lisboa foi uma viagem de 12 dias. Deverá deixar Lisboa apenas amanhã pelas 16h:30 com destino a Leixões, fazendo assim 3 escalas em portos portugueses.


O Insignia já navegou como ex-Columbus 2 da Hapag Lloyd e ex-Renaissance One. Faz parte da Oceania Cruises, uma companhia do grupo Norwegian Cruise Lines, a par da Regent Seven Seas Cruises. O Insignia e os seus irmãos, embora não frequentes, são assíduos visitantes do porto de Lisboa. 

SH Diana

Alguns aspectos da chegada do Swan Hellenic Diana, ontem a meio da tarde, na entrada do rio Tejo.
O SH Diana, veio de Sevilha e seguirá hoje ao final da tarde, para a Figueira da Foz. Uma escala rara, neste porto da foz do Mondego. Em Lisboa inicia uma nova viagem por 5 países e 9 portos, que o levará até Amesterdão. Depois da Figueira da Foz, fará escala em Ferrol, Gijón e Santander, depois em França vai a Bordéus e Cherbourg e na Bélgica vai a Oostende.

O SH Diana navega com o registo da Monróvia. A exemplo dos últimos navios de exploração que por cá têm passado nos últimos dias, também carrega na popa alguns conjuntos de botes, para desembarques em zonas menos acessíveis.
O SH Diana, é o terceiro de uma série de navios irmãos, que receberam os nomes Minerva, Vega e Diana.

Thursday, May 14, 2026

Silver Wind

Registo da escala do Silver Wind, ontem na sua escala no porto de Lisboa, onde terminou uma viagem de 20 dias, com início no Gana. Partiu de Lisboa numa nova viagem que o levará até Londres, depois de fazer escala em 10 portos com passagem pelas ilhas de Jersey e Guerney, antes do destino final.
O navio da Silversea com a sua cauda de pato e os botes zodiacos para desembarques em portos mais pequenos e zonas remotas.

Tuesday, May 12, 2026

Caribbean Princess e os vírus


Nos últimos dias tem sido excelente para ver navios nas televisões e meios de comunicação social. Até existem jornalistas que lhe chamam paquetes, imagine-se o período jurássico em que vivem esses dinossauros da comunicação e divulgação do drama e horror. Foi possível acompanhar em directo a chegada e a partida do Hondius às Canárias e agora descobriram o norovírus no Caribbean Princess. Um vírus tão banal que já vai em 19 casos só este ano nos EUA e que tem vindo a ser combatido, pela implementação de diversas medidas de higiene a bordo, desde há vários anos a esta parte. Contudo como os passageiros são nojentos, e nem sequer fazem coisas tão simples, como lavar as mãos, o vírus continua a existir e a proliferar pricipalmente nos navio maiores e destinados ao turismo de massas, com maiores aglomerados de pessoas em que muitas nem os minimos cuidados de higiene tomam.
Acima fica um registo do Caribbean Princess na sua passagem por Lisboa. 

Etrusco


Outro navio tanque, reparado no estaleiro da NavalRocha, o Etrusco. Na imagem vemo-lo atracado no cais do estaleiro, devendo permanecer em Lisboa pelo menos até ao final do mês. Navega com a bandeira Italiana e com o IMO 9327346. Tem 20 anos de idade, 113,85 m de comprimento e 16,5 m de largura. Tem 4681 t GT, e a sua capacidade de carga é de 7665 metros cúbicos a 98% da capacidade.

O novo "livery" do Bahia Tres

 

O Bahia Tres, navio que habitualmente efectua serviço de bancas (abastece outros navios) no rio Tejo. recentemente apareceu identificado no casco e com uma pintura nova. Navega com o IMO 9428671 e com a bandeira Espanhola.

Exploração Turística

O navio Lisboa Princesa de Belém e o MH2 Luar. Dois residentes no Tejo, que diariamente exploram os turistas com passeios no rio. Um com mais aspecto de navio e o outro infelizmente insere-se naquilo a que classifico como uma "coisa flutuante". 

Douglas Mawson

O navio Douglas Mawson, estreou-se em Lisboa na semana passada, no mesmo dia em que se estreou também o OE Corinthian.

Este navio recebeu o nome do explorador Australiano, Douglas Mawson, que desenvolveu expedições à Antártida e deixou um legado científico bastante considerável na sua área do conhecimento.

Deixo as características técnicas do navio, que me foram enviadas pelo Paul Peixoto, que teve a amabilidade de as ir copiar a uma base de dados e me encaminhar. Obrigado Paul.

Nome: DOUGLAS MAWSON
Tipo: Passageiros / Cruzeiro.
IMO: 9992713.
Indicativo: C6EO2.
MMSI: 311000951.
Bandeira: Bahamas.
Porto de Registo: Nassau.
Numero Oficial: 7001293.
Donos: Sunstone Ships, Inc.- Miami, FL, EUA
Operadores: Aurora Expeditions - Sydney, Austrália.
Classe: Bureau Veritas / Classe de gelo polar PC6 e classe de gelo FS 1A.
Ano de Construção: 2025.
Estaleiro: China Merchants Heavy Industry Jiangsu Co. Ltd. - Haimen, China - Casco# CMHI-197.
Data de Entrega: 05/09/2025.
Comprimento Fora a Fora: 104,40 metros.
Comprimento entre Pp: 99,80 metros.
Boca: 18,40 metros.
Pontal: 7,25 metros.
Calado: 5,40 metros.
Arqueação Bruta: 8,181 toneladas.
Arqueação Liquida: 2,495 toneladas.
Porte Bruto: 1,561 toneladas.
Numero de Conves: 8. Numero de Cabines: 80: Numero de Camas: 160. Numero de Tripulantes: 95.
Potência de Máquinas: 4X Wartsila, 5,600 kW (7,614 hp), 1,000, rpm. 2 hélices CP, 202,00 rpm.
Velocidade de Cruzeiro: 15,50 nós.
Potência de Thrusters: 880,00 kW (1,196 bhp)





Friday, May 8, 2026

L'Austral e Celebrity Xcel

O Celebrity (E)Xcel estreou-se hoje em Lisboa, tendo por companheiro de cais o francês L'Austral. Segundo nos parece, o próximo navio da Celebrity a estrear-se em Lisboa será o Celebrity PowerPoint, visto que o Celebrity Edge, parte de outro produto da Microsoft, também faz parte da frota cuja originalidade de nomenclatura atravessa o rio das amarguras. Deixamos o nome de outros produtos da Microsoft, just in case... Outlook, OneNote, OneDrive, Defender, Word, Copilot,... 

Alguns passageiros desfilavam na Avenida dos Tesos em direcção aos restaurantes do Celebrity Xcel 

"Eternal vigilance is the price of safety" curiosa frase na ponte de comando do Xcel, adaptada da famosa frase de Thomas Jefferson "Eternal vigilance is the price of liberty". 

OE Corinthian

Estreou-se ontem em Lisboa o veleiro francês Orient Express Corinthian, operado por uma empresa do grupo Accor cujos ativos mais conhecidos mundialmente são os hotéis, incluindo algumas unidades bem conhecidas em Lisboa e arredores. Este é apenas mais um entre os muitos navios que visitam Lisboa. Contudo este navio trouxe com ele uma inovação, desde os estaleiro de construção naval, Chatiers de l'Atlantic. Velas compósitas em mastros de carbono rotativos e eleváveis. Está previsto entrar ao serviço um navio em tudo semelhante a este, em 2028, o Atlas Adventurer, encomendado pelo empresário português Mário Ferreira a um estaleiro chinês, devido à falta de espaço em Portugal para a construção de navios, nos próximos meses, segundo o que a comunicação social apregoou. Quando construído será maior que o OE Corinthian, pelo menos na capacidade de passageiros (anunciados 400).

O OE Corinthian tem 223 m de comprimento e 26 m de boca, o que faz dele o maior veleiro do mundo atualmente batendo o também francês Club Med 2 (1992), com os seus 194 m de comprimento. Tem capacidade para 110 passageiros em 54 suites. Demora cerca de uma hora e meia para abrir os mastros e velas, o que é uma eternidade e um ponto a melhorar sem qualquer sombra de dúvida. Com tanta lentidão nem é possível compará-lo com os outros navios veleiros quando se fala em velocidade de abertura de velas. Além de que quando efectua esta operação tem de navegar a velocidade de até 4 nós (bastante baixa velocidade) e ainda necessita de mão de obra, não consegue fazer o processo todo de forma automática. Ou seja, é mesmo ainda um navio protótipo desta tecnologia, mas que podia já estar melhor equipado de base. Este conceito é vendido como sendo parte de um projecto de inovação ecológica e encontra-se patenteado. 

As velas são painéis de fibra de vidro, emolduradas por carbono e resina epóxi, o que dizem ser 10 vezes mais resistente que uma vela tradicional e com uma vida útil 5 vezes maior que as velas tradicionais cuja vida útil é de cerca de 4 anos.

O básico segredo da elevação dos mastros de carbono.
A ideia da sustentabilidade vendida por estes navios, aliada ao facto do seu propósito ser atrair ricos para viajarem para lugares recônditos contribuindo para a sua destruição ambiental e massificação turística, não combina...portanto é deveras importante começar-se a regular o exponencial crescimento de navios de exploração, que tem surgido especialmente na última década, em detrimento de falácias sobre sustentabilidade.

Ligação do motor elevatório ao mastro. 6 simples parafusos e peça metálica com encaixe. Um navio de milhões e sem capa protectora para os parafusos que protegem um item importante.



Eixo de rotação e ligação do carbono ao metal.

Thursday, May 7, 2026

Terminal de águas profundas da Trafaria

Terminal de águas profundas da Trafaria, é o terminal com a cota de fundo mais profunda do porto de Lisboa, atingindo os 17,5 m de profundidade. No cais um não tem praticamente limite de cotas para receber navios e no cais dois, pode receber navios até 12,5 m de calado. Para termos ideia do que isso é, praticamente qualquer navio existente no mundo, pode atracar neste terminal, com a limitação de que para ali chegarem, passam por zonas onde os fundos são de apenas 14 m.  Este é o terminal que por norma recebe os maiores navios que visitam o porto de Lisboa, mas que acabam por passar despercebidos, devido à localização bastante próxima da saída da barra, deste terminal. Além da distância física à margem norte do rio, onde existe maior número de população.
Os navios que visitam este terminal, por norma permanecem no mesmo alguns dias, para poderem efectuar as operações de descarga ou carga. Uma vez que neste terminal as matérias primas trocam de navio para seguirem até ao destino final.
Nas imagens captadas vemos os navios graneleiros, Wadi Safaga no cais exterior e o Elar Trader no cais interior. De passagem por ambos vemos o navio tanque Zapphire e na última foto o navio de carga geral Lady Hayat.

O Wadi Safaga é um graneleiro com 230 m de comprimenro por 32 m de boca. Navega com o IMO 9460734 e com a bandeira do Egipto. Já o Elar Trader, visivelmente menor nas fotos, tem 190 m de comprimento e 28,5 m de largura. Navega com o IMO 9409534 e bandeira das Bahamas. 

Wednesday, May 6, 2026

X-Press Kaveri


O porta contentores X-Press Kaveri, descendo o Tejo em mais uma das suas escalas regulares em Lisboa. Este navio está ao serviço da Maersk efectuando o serviço feeder desde Algeciras até Leixões.
É um navio de 2008 que navega com a bandeira de Singapura e o IMO 9470765. Tem 172 m de comprimento e 28 m de largura. Pode transportar até 1577 TEUS. Navegou com Hanjin Nhava Sheva desde 2008 até 2016 e daí até 2020 como Ocean Nhava Sheva.