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Sunday, August 23, 2026

Porto Novo

A draga madeirense, Porto Novo a dar entrada na doca seca nº 1 do estaleiro naval de Lisboa, NavalRocha. Assitida na manobra pelos ex-rebocadores da Svitzer, que apenas agora começam a mudar de camuflagem, para umas cores que os identificam como propriedade da empresa Portugs, um consórcio entre o Grupo Sousa e a empresa de lanchas de amarração, Pioneiro do Rio, denominado Portugs.

O ex-Svitzer Cascais, agora como Portugs Cascais.



A Porto Novo é uma draga de sucção, na Madeira este tipo de navios é conhecido como Areeiras, umas vez que fazem a extracção da areia do fundo do mar, para posteriormente ser comercializada com destino à construção civil. É um navio de 1971, comprado no Reino Unido, em 1996, com o objectivo de operar na Madeira. Tem como base o porto do Porto Novo, um pequeno cais acostável de cerca de 100 m de comprimento destinado ao uso exclusivo por parte deste tipo de navios, situado em Santa Cruz, Madeira, a leste do Funchal.

Anteriormemte navegou como Hudson Stream (1971) e Bowstream (1972). Tem o IMO 7039464 e o antigo registo do porto do Funchal FN-72-AL, que entretanto até já desapareceu do seu costado devido à atualização de registos dos navios. Tem 81,75 m de comprimento e 13 m de largura. Foi ocnstruída em Março de 1971 pelo estaleiro Holandês A. Vuijk en Zonen's Scheepsweven B.V. em Roterdão, como navio tanque para efluentes, dendo sido convertida para draga de sucção apenas em 1978. Tem um diâmtero de sucção de 600mm e consegue operar até aos 15 m de profundidade, com um calado de 4,7 m. 

O cabo de proa que orienta a manobra, centrando o navio no berço da doca seca.

A assistência na manobra por parte do Portugs Leixões na popa da Porto Novo.

Na foto acima e em baixo vemos a Porto Novo a servir de plataforma flutuante, como posto de lançamento de fogo de artifício na passagem de ano do Funchal.

Monday, July 27, 2026

Pedro Nunes

O antigo navio da Transtejo, Pedro Nunes, após ter sido vendido para interesses nortenhos, encontra-se numa reconversão em Viana do Castelo, desde Dezembro de 2024. Sabe-se que irá operar no rio Douro como navio de cruzeiros fluviais. 

O Pedro Nunes está a ganhar uma secção em alumínio, na popa que irá inclusivamente albergar os motores da nova embarcação. Fica o registo deste catamará que durante 22 anos operou no rio Tejo, sobretudo na ligação pública de passageiros, entre o Seixal - Cais do Sodré e Montijo. O Pedro Nunes, foi vendido pela Transtejo pelo preço de 30.600,00 €. Uma vez que está a ser transformado tendo em vista o prolongamento da sua vida útil, prova-se que não estava assim tão mal, para ser retirado do serviço público. Note-se que nem são visiveis reforços estruturais na parte antiga do navio.




Veja aqui o Pedro Nunes em 2021, atracado no Barreiro, aguardando a saída da frota de navios públicos da Trantejo, para ingressar no sector privado dedicado ao turismo.

Sunday, June 21, 2026

Grona Vulture e Sekavin Pioneer


O navio de carga geral, Grona Vulture e o navio tanque Sekavin Pioneer, ambos atracado na zona da Rocha da Rocha Conde D'Óbidos, em Lisboa. O Sekavin Pioneer no cais de aprestamentos do estaleiro NavalRocha e o Grona Vulture no exterior do cais da Rocha. A curiosidade sobre estes dois navios recai nos seus nomes anteriores, que em ambos, embora ocultos, ainda se conseguem ler no casco. Inclusive o Sekavin Pioneer conseguimos ler dois dos seus nomes anteriores na proa, algo que é pouco habitual.
O Grona Vulture, ainda mostra o nome anterior Navin Vulture visível, para os mais atentos, na ponte de comando.
Já o Sekavin Pioneer, na proa ostenta embora que apagados, os nomes Patagonia 100 e FS Camille. Uma curiosidade que reflecte a vida dos navios e as suas passagens por diferentes empresas e operadores.
O Grona Vulture que navega com o IMO 9543328, é um navio de 2009, construído na China, cujo primeiro nome foi Onego Sementina, sendo posteriormente alterado apenas para Sementina, em 2011. Já em 2015, passou então a Navin Vulture e desde dezembro de 2025 que navega com o atual nome. Já o Sekavin Pioneer, foi construído em 2006 e já ostentou vários nomes também. É um navio com 80 m de comprimento e 15 de largura. Navega com o IMO 9350252 e foi construído como FS Salome, em 2009, passou a chama-se ST Camille, em 2012 FS Camille um dos nomes que ainda osteta na proa, em 2013 passou a chamar-se Pluton, em 2014 Camille e em 2019 Patagonia 100, nome que ainda é visível na sua proa também.
No registo acima vemos o ferry Cale de Aveiro, em primeiro plano. Este pequeno ferry de tráfego local ainda continua no estaleiro a aguardar a sua demolição também.

Tuesday, May 12, 2026

Etrusco


Outro navio tanque, reparado no estaleiro da NavalRocha, o Etrusco. Na imagem vemo-lo atracado no cais do estaleiro, devendo permanecer em Lisboa pelo menos até ao final do mês. Navega com a bandeira Italiana e com o IMO 9327346. Tem 20 anos de idade, 113,85 m de comprimento e 16,5 m de largura. Tem 4681 t GT, e a sua capacidade de carga é de 7665 metros cúbicos a 98% da capacidade.

Tuesday, May 5, 2026

Monte Brasil em doca seca

 

O porta contentores nacional Monte Brasil, encontra-se na doca seca nº 1 do estaleiro da NavalRocha em trabalhos de manutenção. Na doca número dois está o rebocador Sea Atil. 

Sunday, May 3, 2026

Ultramarine em Setúbal

Encontra-se no estaleiro da Lisnave em Setúbal, o navio de expedições Ultramarine, desde o passado dia 20 de abril. Veio da capital do Uruguai, Montevidéu, directamente para este estaleiro. Este navio tem uma particularidade de possuir dois heliportos a bordo, algo raro, ainda mais em navios de cruzeiros.

O Ultramarine, operado pela Quark Expeditions, foi construído em 2021, em Split na Croácia pelo estaleiro BrodoSplit. Um estaleiro com pouca tradição de construção de navios de passageiros. Tem 127,97 m de comprimento por 22 m de boca e 5 m de calado. Recebeu o IMO 9861017, para navegar as suas 13827 t GT sob a bandeira das ilhas Marshall, registo da capital, Majuro. Tem capacidade para 199 passageiros e 140 tripulantes. Consegue navegar até 12 nós em águas abertas. Sendo um navio concebido para navegar apenas em regiões polares o Ultramarine, nome que significa o azul marinho profundo, não possui a tradicional zona de solários e piscina nos decks exteriores. A oferta está limitada a um spa e sauna. No deck 5, possui uma varanda de observação da vida selvagem, e tem uma zona dedicada onde os passageiros se podem equipar antes de sairem do navio para as zonas geladas. Neste espaço vestem e retiram as roupas de frio, antes de desembarcarem normalmente em botes zodiacos, ou nos helicópteros, para irem explorar zonas remotas deste planeta. A bordo possui 20 botes zodiacos e 2 helicópteros Airbus H145. A ponte de navegação é aberta aos passageiros. As próximas viagens agendadas do Ultramarine, com duração entre 11 e 15 dias a bordo, neste momento, o valor da viagem varia entre os 9 mil e os 15 mil euros.

O Ultramarine na doca 32, ao lado do Solar Alice na doca 31, da Lisnave. O Ultramarine, deixa esta doca, esta noite para se dirigir a Lisboa, para reabastecimento e prosseguir a sua viagem com destino a Longyearbyen, em Svalbard (Noruega), no Ártico. Este destino é apenas a cidade mais setentrional do planeta, com apenas aproximadamente 2500 habitantes e onde é proibido nascer e é ilegal morrer, pois não existem maternidades para assistir condignamente aos nascimentos e os corpos ali não se decompõem, pelo que são transportados para a Noruega.

Acima conseguimos ver a porta de popa, para desembarques com os botes zodiacos.

Friday, April 3, 2026

National Geographic Endurance

 

O navio National Geographic Endurance encontra-se numa breve paragem no estaleiro Lisboeta para manutenção. Fica o registo do navio atracado no cais do estaleiro, enquanto na doca seca estão já quase de saída do porta contentores ilha da Madeira, com a nova imagem da Transinsular e o navio da Marinha Portuguesa, Creoula.





Sunday, November 30, 2025

Cale de Aveiro desmantelamento


O Cale de Aveiro, aguardando o desmatelamento no estaleiro da NavalRocha.
Numa altura em que o estaleiro verifica um pico de trabalho com as suas 4 docas secas em utilização. na doca 3 encontra-se um veleiro e na doca 4 o rebocador Portugs Lisboa.

Monday, September 8, 2025

Cale de Aveiro, o final

Chegou hoje a Lisboa, o navio ferry Cale de Aveiro, para entrar na doca seca pela última vez. O navio do grupo ETE foi rebocado desde São Jacinto pelo rebocador Baía do Seixal, que o deixou na entrada do estaleiro da NavalRocha, para aqui ser desmantelado.


Com a entrada ao serviço do navio ferry Salicornia, o Cale de Aveiro ficou obsoleto e foi retirado de serviço. Chegou a Lisboa, já com alguns problemas de flutuabilidade, como as imagens documentam.

Abaixo um breve resumo das suas características técnicas da Autoria do Paul Peixoto.

IMO: 8423882.
Indicativo: CSPR.
MMSI: 263702690.
Bandeira: Portugal.
Numero Oficial: A-2653-TL.
Donos: Câmara Municipal de Aveiro - Aveiro, Portugal.
Operadores: Aveiro Bus - Aveiro, Portugal.
Ano de Construção: 1960.
Estaleiro: Estaleiros Navais Orlogsvarvet - Karlskrona, Suécia - Casco# 286.
Comprimento Registado: 36,79 metros.
Boca Máxima: 8,01 metros.
Calado: 2,26 metros.
Arqueacao Bruta: 174,00 toneladas.
Arqueacao Liquida: 79,00 toneladas.
Porte Bruto: 100,00 toneladas.
Numero de Passageiros: 120. Numero de Carros: 24.
Potencia de Maquinas: 1X Volvo Penta MD100, 338,00 kW (460,00 hp). 1 helice FP.
Nome Anteriores: Farja 61/247 (1960-1980), Aspoe Strom (1980-05/1993), Breitling (05/1993-01/2004).

Sunday, July 13, 2025

Ping Hai Wan em doca seca

Sem grandes surpresas, o navio tanque da Cosco deu entrada no estaleiro da NavalRocha para reparar o rombo no casco. Nesta fase já é visível o casco aberto com um corte certo e pronto a receber novas chapas de aço. Em breve voltará a navegar normalmente.

Ao seu lado no estaleiro continua o Argus em flutuação dentro da doca, muito provavelmente em teste de válvulas.

Nesta fase, o estaleiro da Rocha, mostra a sua valência e aposta na reparação de pequenos navios tanque, estando em estaleiro 3 navios tanque. O Nisyros, o Galbot e o Ping Hai Wan.
 

Monday, July 7, 2025

O Galbot e o Argus

Registo dos dois navios que se encontram nas docas secas do estaleiro NavalRocha em Lisboa, o Galbot, navio tanque e o Argus, que já se encontra a flutuar na doca número 2.

 

Monday, May 12, 2025

Seaventure pela 66º Expeditions

Aproxima-se a data de abandono do estaleiro naval com as novas cores da companhia chinesa 66º Expeditions, para o Seaventure. Um esquema de cores que faz recordar o seu velho estatuto de Bremen...Esta tarde o navio estava a ultimar os preparativos da sua partida com a colocação dos botes salva vidas e abastecimento de mantimentos para a tripulação. O ex-Bremen tem a sua partida de Lisboa agendada para a dia de amanhã, pelas 8hcom destino ao porto de Aberdeen. Recorde-se que o Seaventure chegou a Lisboa no passado dia 9 de Abril desde Montevideo.





À popa mantém-se o nome e o registo mudou de Limassol para Nassau, com o acréscimo do logótipo da nova companhia, bem junto da zona de amarração dos cabos.