Sunday, May 3, 2026

Ultramarine em Setúbal

Encontra-se no estaleiro da Lisnave em Setúbal, o navio de expedições Ultramarine, desde o passado dia 20 de abril. Veio da capital do Uruguai, Montevidéu, directamente para este estaleiro. Este navio tem uma particularidade de possuir dois heliportos a bordo, algo raro, ainda mais em navios de cruzeiros.

O Ultramarine, operado pela Quark Expeditions, foi construído em 2021, em Split na Croácia pelo estaleiro BrodoSplit. Um estaleiro com pouca tradição de construção de navios de passageiros. Tem 127,97 m de comprimento por 22 m de boca e 5 m de calado. Recebeu o IMO 9861017, para navegar as suas 13827 t GT sob a bandeira das ilhas Marshall, registo da capital, Majuro. Tem capacidade para 199 passageiros e 140 tripulantes. Consegue navegar até 12 nós em águas abertas. Sendo um navio concebido para navegar apenas em regiões polares o Ultramarine, nome que significa o azul marinho profundo, não possui a tradicional zona de solários e piscina nos decks exteriores. A oferta está limitada a um spa e sauna. No deck 5, possui uma varanda de observação da vida selvagem, e tem uma zona dedicada onde os passageiros se podem equipar antes de sairem do navio para as zonas geladas. Neste espaço vestem e retiram as roupas de frio, antes de desembarcarem normalmente em botes zodiacos, ou nos helicópteros, para irem explorar zonas remotas deste planeta. A bordo possui 20 botes zodiacos e 2 helicópteros Airbus H145. A ponte de navegação é aberta aos passageiros. Das próximas viagens agendadas do Ultramarine, entre 11 e 15 dias a bordo, neste momento, varia entre os 9 mil e os 15 mil euros.

O Ultramarine na doca 32, ao lado do Gas Alice na doca 31, da Lisnave. O Ultramarine, deixa esta doca, esta noite para se dirigir a Lisboa, para reabastecimento e prosseguir a sua viagem com destino a Longyearbyen, em Svalbard (Noruega), no Ártico. Este destino é apenas a cidade mais setentrional do planeta, com apenas aproximadamente 2500 habitantes e onde é proibido nascer e é ilegal morrer, pois não existem maternidades para assistir condignamente aos nascimentos e os corpos ali não se decompõem, pelo que são transportados para a Noruega.

Acima conseguimos ver a porta de popa, para desembarques com os botes zodiacos.

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