Friday, September 18, 2020

A luta do Expedito

Pela tarde assistiu, quem segue estas andanças dos navios, a uma luta bastante interessante de subida do rio Tejo, por parte do pequeno rebocador Expedito (LX-90-AL) que trazia consigo pela mão o pontão Douro (LX-385-AL). O rebocador sentia alguma dificuldade devido à ondulação que o rio apresentava, o que tornou interessante para quem seguia desde a margem, a acção a decorrer no transporte. O pontão Douro é propriedade da empresa Submarit uma empresa de trabalhos subaquáticos, e ao que tudo indica neste caso estava de regresso da dragagem do canal da Trindade, o canal que permite o acesso ao cais dos ferryboats do Seixal. O conjunto esteve no último mês a trabalhar no desassoreamento deste canal, com a deposição dos dragados a acontecer em Alcântara.

O Douro está equipado com estacas e guinchos. Tem 31,90 m de comprimento, 10,08 m de boca e 2,23 m de pontal. tem 217,82 toneladas. Já o Expedito, propriedade da mesma empresa, tem apenas 28,66 toneladas, uma boca de 4,01 m e 16,5 m de comprimento. Tem um pontal de 1,68 m. O conjunto dirige-se para a ponte cais de Alverca, antigo estaleiro Argibay, onde a empresa possui o seu estaleiro.

Funchal de volta a mais um Outono

Embora a cada dia, o futuro deste navio seja mais incerto, a verdade é que ele vai continuando a sobreviver ali no cais da Matinha, emprestando a sua beleza ao rio e fazendo Felizes todos aqueles que o observam e que desconhecem a sua agonia, mas que com ele sonham partir por esses oceanos e descobrir o Mundo, tal como ele já fez com muitos passageiros. 

A verdade é que com os dias a tornarem-se rapidamente mais curtos e já no início de mais um Outono, o veterano Funchal está a conseguir um facto inédito que é sobreviver a uma gravíssima crise mundial em especial no sector dos cruzeiros, um sector multimilionário mas que a curto prazo começará a sentir a paragem que já vai em 6 meses. Metade de um ano sem que as companhias consigam efectuar vendas, para manter o negócio activo, o que levará ao desaparecimento de muitas mais do que aquelas que até agora já fecharam as portas.

Ocean Rosemary

 

Arklow Fame ao anoitecer, continuando a sua carga de cimento com destino à Inglaterra. Em baixo com o batelão Rota e o paquete Funchal pela sua direita.

Já o navio com registo na comuna Norueguesa de Hauge Sund, Jasmine Knutsen continua a sua paragem no Tejo, provavelmente enquanto aguarda um novo frete ou por melhoria do estado do mar, consoante a rota do próximo destino.


Já o navio com registo em Hong Kong, Ocean Rosemary, chegou ontem ao Tejo por volta das 19:30 h para reabastecer e ainda por cá se encontra talvez pelas mesmas razões do Jasmine Knutsen. Este navio de 2013, tem 229 m de comprimento e 32,3 m de largura. É um navio graneleiro que teve proveniência do porto de Bilbao e está agendado daqui sair para o Canadá. Tem 44543 toneladas (GT).







O Maria Francisca a entrar em Lisboa, vindo de Leixões, quando passava em frente à Praça do Comércio dirigindo-se para o cais de contentores de Santa Apolónia, onde irá carregar mercadorias com destino a África sendo o próximo porto São Tomé.

Thursday, September 17, 2020

Movimento de navios cargueiros

Alinda, Mastery D e ao fundo o Monte Brasil e o Laura S. 

Com a pandemia a alastrar-se e a crescer a olhos vistos, e com o afastamento progressivo dos navios de passageiros, restam os navios de cargueiros para fotografar em Lisboa. E como o porto de Lisboa é um dos principais portos nacionais, felizmente vai existindo alguma actividade portuária, digna de ir registando. Registe-se a presença do navio Alinda e do Mastery D, no Terminal de Contentores de Santa Apolónia. 

O Alinda chegou hoje pelas 13h de Roterdão e sairá ainda hoje para Leixões. É um navio que efectua o transporte de bens desde o Norte da Europa para Portugal, e no sentido inverso contribui para o enriquecimento do PIB nacional com as exportações Portuguesas. É um tipo de transporte denominado de short sea, ligação curta, entre diferentes países, com o objectivo de ser rápida e competir com o transporte rodoviário por exemplo. O Alinda é um navio com bandeira Holandesa, com 129,6 m de comprimento, por 20,7 m de boca e calado que pode atingir os 7,4 m.  Tem capacidade de transporte para 679 TEUS, distribuídos nas 7545 GT do navio. Navega com o IMO 9440605. O Alinda é um navio de 2008, e que recentemente se chamou Ice Runner. 

Pela sua proa encontrava-se também o Mastery D, exactamente com a mesma precedência e mesmo destino, apenas com um horário de escala mais alargado, que pode indicar que transportou mais carga ou que aqui a tripulação teve período de descanso. O Mastery D chegou ontem a Lisboa, pelas 15h e sairá amanhã pelas 7:30 h. É um navio com 14 anos (2006), que tem 154,5 m de comprimento, 21,8 m de boca e 7 m de calado. Navega com a bandeira da Libéria e tem 8971 toneladas brutas, o que faz dele um navio ligeiramente maior que o Alinda. 

O Max Stability cujo casario "esmaga" o Arklow Fame. Ao fundo ainda podemos ver o Funchal.
O Arklow Fame "desaparecido".

No cais do  poço do Bispo estava a descarregar/carregar o Max Stability e o Arklow Fame. O Max Stability chegou do porto do Caniçal por volta do meio dia e deixará Lisboa daqui a dois dias com destino a Leixões. Já o Arklow Fame estava a carregar cimento com destino ao porto Inglês de Sunderland.

Além destes navios estava a abastecer combustível no quadro central o Jasmine Knutsen, depois de uma passagem pelo estaleiro da Lisnave em Setúbal. Daqui parte sem destino revelado logo que termine o abastecimento.

O Bomar Sedna e a nova atração da margem Sul, cavalos a embelezar a paisagem natural.


A chegar à Banática (cais comercial concessionado à empresa Repsol) para descarregar combustíveis, estava o pequeno Bomar Sedna, um pequeno navio tanque. Com 101 m de comprimento e 19 m de boca, o Bomar Sedna navega com a bandeira de Malta, e daqui partirá com destino a Bilbao. É um navio de 2008 (12 anos).

A proa do Jasmine Knutsen, própria para carga/descarga em monobóias.

O pequeno Arklow Fame comparado com um camião cisterna que o abastecia.

O Jasmine Knutsen quando se encontrava na doca seca nº 22, da Lisnave.

Wednesday, September 16, 2020

O estaleiro da Rocha

O porta contentores X-Press Vesúvio na doca nº 1.

O estaleiro da Rocha Conde d´Óbidos, é um simpático estaleiro no interior de Lisboa, que repara navios até cerca de 160 m de comprimento, devido ao limite físico da sua maior doca seca (173,5m).

É com agrado que de vez em quando ali vou espreitar que navios estão em reparação e por vezes surgem lá navios que habitualmente não escalam Lisboa, mas que escolhem este estaleiro para efectuar as suas manutenções e reparações. Muito provavelmente os prazos de execução e a qualidade do trabalho serão o factor de escolha. Encontram-se no estaleiro em reparação o navio porta contentores X-Press Vesúvio e o navio tanque Ios I. Além destes está em cais o rebocador Roman e o Balto encontra-se dentro da doca número 4. 

O navio tanque Ios I, o rebocador Roman e o Balto.

Ainda esta semana sairam da doca seca 2 navios tanque, o São Jorge que já rumou aos Açores, região onde opera, e o Ios I.

    


Da esquerda para a direita, o rebocador Montemuro, o Sirios, o Montevil e os rebocadores Ulisses (dentro) e Cachofarra. Dentro da doca vemos o X-Press Vesúvio e o Ios I, ao fundo.

Tuesday, September 15, 2020

Aurette A

O navio porta contentores Aurette A, carregando no terminal de contentores de Lisboa. Veja mais fotos do navio e as suas características no post anterior sobre o mesmo, aqui
Ao fundo pode ver-se parte do Laura S
Ao fundo podemos ver parte do Laura S.

Friday, September 11, 2020

A draga Petrax 1

A par da Petrax 2, esta é a única draga em Portugal com sistema de descarga de fundo. Pena não a vermos a trabalhar mais, permanecendo sempre atracada em Setúbal. 
Na foto acima podemos comparar o seu método de funcionamento através da capacidade de carga e capacidade de flutuação bem visível na foto, e o porquê deste tipo de navios não naufragar quando se abrem para efectuar a descarga. Tem 65,5 m de comprimento por 14 m de largura e chegou a Setúbal vinda de Vitória, no Brasil.  Ao lado da Petrax 1, fazem-lhe companhia os velhinhos ferrys da ligação Setúbal-Tróia, e ainda os rebocadores que operam no porto de Setúbal. Na foto abaixo vemos a Petrax 1 e o rebocador Portugs Setúbal por fora do cais e por dentro o rebocador Portugs Viana e o ferry Mira Praia. 
Na foto seguinte podemos ver parte da frota da Rebosado e ainda o ferry Rápido. Atrás dele o rebocador Cabo Espichel, a estibordo destes o Ponta do Outão e o Cabo da Roca. Em primeiro plano vemos o Resistente e o Safado.

Arklow Fern

O navio de carga geral, Arklow Fern a carregar no cais do Poço do Bispo, através de camiões cisterna por injecção de ar comprimido.
Os navios Irlandeses da Arklow, são navios muito frequentes neste terminal onde costumam carregar materiais cimentícios.
O Arklow Fern é um navio pequeno, apenas com 90 m de comprimento e 14 m de boca. Tem 10 anos de idade e navega com o IMO 9527661. Ostenta orgulhosamente o registo da sua localidade na Irlanda, Arklow, no costado com 2998 toneladas. 
Teve proveniência do porto de Viana do Castelo e tem como destino o porto Inglês de Workingtown, no lado Oeste de Inglaterra, próximo da ilha de Man.