Thursday, February 19, 2026

Franziska



O navio de carga geral Franziska, proveninete do porto Escocês de Montrose, ancorado no rio Tejo a meio da tarde do dia de hoje. De construção chinesa do ano 2011, o Franziska é um navio com 145, 63 m de comprimento e 18,25 m de largura. Opera com o IMO 9535618 e tem casco com classificação de gelo. É operado pela HS Bereederungs GmbH & Co KG. Possui duas gruas com capacidade de 80 toneladas cada. Navega até aos 13 nós de velocidade e opera sobretudo na Europa no transporte de cargas pesadas e contentores. Mais detalhes técnicos sobre o Franziska podem ser vistos na lista do seu fretador, aqui. Possui capacidade para transportar 663 TEUS, 302 nos porões e 361 no convés. Tem um calado de 7,4 m mas na presente viagem navega com apenas 5,9 m. Já navegou com os nomes Wenningstedt, DS Brasil, Thorco Copenhagen, BBC Brazil e Onego Maas.

Dois Transinsulares em Lisboa

Registo de dois navios da Transinsular no porto de Lisboa. O Ponta do Sol, subindo o Tejo em direcção a Santa Apolónia, com uma carregamento de veículos embarcados em Leixões. Encontra-se com as novas cores da Transinsular, uma grafia mais estilizada e um novo logótipo na chaminé que já aparece também em muitos dos contentores da empresa.
Por sua vez o Monte da Guia, deixou o Cais de Santa Apolónia depois do almoço e foi atracar no cais do estaleiro da Naval Rocha, para uma manutenção programada em que deverá permanecer no estaleiro incluindo uma docagem a seco, durante cerca de 20 dias. Anteriormente o navio tinha navegado da Ilha de São Jorge directamente para Lisboa.

Peneireiro Cinzento

 

Com a gradual entrada em serviço já vão sendo bastante notórios nas travessias fluviais os novos navios da Transtejo. Neste registo o Peneireiro Cinzento, chegando ao Cais do Sodré, vindo de Cacilhas.

Navios em Setúbal

Os navios de transporte de veículos para exportação, Neptune Tharros e Grande Roma pela popa.

Registo de vários navios atracados e ancorados no rio Sado, porto de Setúbal, aguardando cais para descarregar. Este porto movimenta muitas mercadorias, muitas ainda carga a granel, sendo normal encontrar por aqui muitos navios mais pequenos de carga geral.

Arklow Accord, Vertom Porto e Agaete

O Katre da Hansa Shipping

O Anne da Vertom a descarregar sucata

O Arina

Arklow Accord

Fri Porsgrunn, navio de carga geral do ano 2000, operado pela Scandinavian Ship Services.

Donald M. James

O graneleiro Donald M. James numa docagem na Lisnave na doca 33. O navio ainda se encontra no estaleiro em trabalhos de manutenção geral. É um navio com 228,93 m de comprimento, 32,3 m de largura e está a navegar com o IMO 9770555 desde 2018. É operado pela Deltamrine, e propriedade da Vulica Shipping Company ltd. Tem um calado de 12,80 m e uma deslocação de 45307 t GT. 

Portinho da Arrábida


Uma das lanchas dos pilotos do Porto de Setúbal, a Portinho da Arrábida, navegando com destino à sua base, depois de mais uma assistência a um navio de entrada no porto.

Sobreda


O rebocador Sobreda aguardando a entrada de mais um navio no rio Sado, sob as suas novas cores, a relembrar a multinacional Svitzer.

Wednesday, February 18, 2026

Uranus III


O Uranus III, mais um navio em fase final de vida que foi convertido para o transporte de animais. Aqui vemo-lo atracado no porto de Setúbal com carga de ração e palha para o transporte de animais, muito provavelmente ovinos ou caprinos destinados a países da Costa Africana do Mar Mediterrâneo, destino habitual das exportações portuguesas de animais.

O Uranus III, navega com o IMO 8601680 e bandeira do Panamá. Foi construído em 1986 pela Fosen Mekaniske em Rissa na Noruega, como navio de transporte de carga paletizada. Navegou com os nomes VictoriaHamn, Nordvaer, Winter Bay e Azure Coast. Tem 2731 toneladas GT, 79 m de comprimento e 15 m de largura.

WEC Frans Hals




O navio porta contentores WEC Frans Hals dando entrada no porto de Setúbal na tarde do dia 17 de fevereiro de 2026. Este navio de 134 m de comprimento por 23m de largura, navega com a badeira Portuguesa, encontrando-se registado na ilha da Madeira. Navega com o IMO 9326964 e na presente viagem estava a fazer uma cabotagem nacional ao serviço do maior operador de contentores do porto de Sines.
Aqui, pode ver o último registo que tinhamos do Wec Frans Hals também em Setúbal, neste blogue.

Thursday, January 29, 2026

Navio Museu Santo André


Dois registos do navio museu Santo André, atracado de forma permanente em Ílhavo. Um dos poucos exemplos da tradição marítima Portuguesa e preservação de navios no nosso país.

Friday, January 23, 2026

AIDAstella

Um registo de um dia mais ensolarado em que se vê o AIDAstella a deixar o cais de Santa Apolónia, no início da sua manobra de rotação, para iniciar a descida do rio Tejo.
 

S. Jorge navegando no Tejo


Um registo simples do S. Jorge navegando pelo rio Tejo. Depois de ter saída da empresa pública, este navio ainda não consegiu recuperar o esplendor que possuia outrora. A pintura de cor escura e com sinais de ferrugem e linhas mal pintadas não abona muito naquele que é um dos navios com mais capacidade e melhor espaço exterior a navegar no rio Tejo.

Thursday, January 1, 2026

Queen Anne descendo o Tejo

Este foi o segundo navio de cruzeiros que desceu o Tejo neste ano de 2026. O primeiro foi o Borealis por volta das 3 h da madrugada. O Queen Anne deixou Lisboa por volta das 17 h com destino a Southampton.

A próxima escala em Lisboa deve acontecer apenas a 19 de agosto próximo. Antes desta escala irá estar em portos portugueses, nomeadamente no Funchal e em Ponta Delgada na viagem de volta ao Mundo que iniciará já no próximo dia 6 de Janeiro em Hamburgo. Depois desta escala deverá voltar a Lisboa a 10 de novembro, 2 de Dezembro e será de novo esperado em Lisboa para a passagem de ano 2026/2027, apesar de efectuar poucas escalas ao longo do ano, neste porto.

Borealis e Queen Anne na despedida de 2025, em Lisboa

O Borealis e o Queen Anne, são os 2 navios que passaram o ano, em Lisboa. Numa cidade sem qualquer tradição de passagem de ano, mas cada vez mais procurada por turismo de baixíssima qualidade que chega em voos de baixo custo, esta é uma boa oportunidade para cobrar as taxas portuárias e turísticas que ainda ninguém as viu aplicadas em nenhum bem comum. Talvez neste ano apareçam em alguma investigação judicial. Bom ano de 2026 a todos os entusiastas de navios.


Monday, December 22, 2025

Estreia do Star Seeker

O novo navio da Windstar Cruises estreou-se em Lisboa. Podia ser mais uma estreia de um navio no porto de Lisboa, mais uma escala de um navio de cruzeiros, igual a tantas outras escalas inaugurais que aqui acontecem mas esta escala é especial, pois trata-se da escala do primeiro navio de cruzeiro construído em Portugal e destinado a exportação, em décadas de construção naval. Passou despercebido à maior parte dos orgãos de comunicação social, porque as boas notícias não vendem jornais, nem tempo de antena de rádios ou televisões. Se fosse uma má notícia sim teria vendido. 

O Star Seeker é o resultado de uma série de navios gémeos que têm tido bastante sucesso. Classe de navios destinada às viagens de exploração e aos passageiros que preferem os navios com ambientes mais marítimos e menos de centro comercial flutuante em hora de muito movimento.

Foi construído em Viana do Castelo no estaleiro naval desta cidade e vendido a interesses estrangeiros ainda em fase de projecto/construção. Em relação aos navios da mesma classe apresenta algumas diferenças sendo talvez a mais visível a popa com um acesso directo à água. O navio chegou a Lisboa, vindo de Viana do Castelo no dia 17 de Dezembro por volta das 14 h e saiu no dia 18 pelas 17 horas com destino a Gibraltar. 

Fotos de Rui Agostinho a quem agradecemos a gentileza da partilha.

Sunday, December 7, 2025

Ceifeira Aquática - Conver MC 106

Com um custo de 800 mil euros, a câmara municipal de Águeda adquiriu um equipamento moderno que permite recolher até 7 vezes mais plantas invasoras do meio aquático do que o anterior equipamento que dispunha este município.

Este equipamento flutuante permite o controlo de plantas invasoras dos meios aquáticos de água doce que nos últimos anos se tem alastrado de forma bastante acelerada no nosso país, devido a uma certa inércia no seu controlo, por parte dos organismos públicos.

Este equipamento foi adquirido com a finalidade de ser utilizado apenas para controlar a população de jacintos de água que são plantas aquáticas que crescem e vivem sobre as águas retirando o oxigénio da água para se alimentarem.  Essa retirada de oxigénio da água cria um desiquilíbrio ecológico nocivo para o meio aquático levando a uma degradação rápida das condições ambientais iniciais. Não permite o desenvolvimento de outros seres vivos devido à falta de oxigénio que provoca na água.


Apesar da sua enorme beleza na época de floração, os jacintos de água, têm de ser controlados de forma a evitar o seu desenvolvimento exponencial e nocivo. Exemplo as imagens que ilustram este post com uma ponderação entre beleza e risco ambiental.

A ceifeira aquática tem 16,65 m de comprimento, por 4,75 m de largura e pode transportar até 6500 kg de biomassa que são cerca de 18 m³. Vazia tem um calado de 40 cm e carregada fica com cerca de 53 cm de calado. Consegue atingir cerca de 3,5 nós e consome cerca de 10 a 13l/h. A tripulação é composta por 2 pessoas, operador e auxiliar. Foi produzida nos  Países Baixos pela Conver, um fabricante que tem vários equipamentos semelhantes no seu portfólio.

Esta máquina,  a par da existente, irá operar na maior lagoa natural da Península Ibérica, a pateira de Fermentelos. O município de Águeda é o único município que trata e combate os jacintos de água. 
Visão geral da Pateira de Fermentelos, a maior lagoa natural da Península Ibérica.