Tuesday, June 16, 2020

Navios de transporte de animais

Dois navios de transporte de gado, atracados no porto de Sines. O Holstein Express e pela sua popa o Mira, um navio de 1983. O Mira é um antigo navio Ro-ro convertido em navio de transporte de gado. Como a maior parte dos navios de transporte de gado que circulam pelos mares, ainda resulta da conversão de antigos cargueiros.


O Holstein Express saiu com destino a Israel, contribuindo para as exportações agropecuárias Portuguesas. O Mira tem a sua saída agendada para o próximo dia 20. Ambos são navios pequenos, o Holstein Express tem 108 m de comprimento por 20 m de boca. Foi construído em 1991. O Mira é ainda menor, tem 77,7 m de comprimento por 13 m de boca. Apesar de não serem navios comuns no porto de Lisboa, ambos os navios já visitaram Lisboa e são regulares as suas escalas em portos nacionais, nomeadamente Setúbal e Sines, portos de onde são exportados os animais vivos para o Mediterrâneo Oriental.

Tuesday, June 9, 2020

RB Ariana e Kotor

O Kotor, em Palença, vendo-se a torre VTS em primeiro plano e ao fundo o santuário de Cristo Rei.
Dois graneleiros a operar no porto de Lisboa, na tarde do dia de hoje. O RB Ariana no terminal de cereais da Trafaria e o Kotor no terminal de Palença.
O Kotor é um navio de 2014 com 180 m de comprimento, 10 m de caldo e 30 m de boca. Deverá deixar este terminal e seguir com destino a França no dia 12.
O Rb Ariana é um navio com 229 m de comprimento e com um calado que pode chegar aos 14,5 m. De boca tem 32,3 m. É uma construção dos estaleiro Coreanos Sundong, do ano de 2017. Pertence à Reuben Brothers, um grupo empresarial que entre outros negócios possui também mais 13 navios além do RB Ariana, numa divisão da empresa que se chama Reuben Shipping. O RB Ariana deverá deixar Lisboa no próximo dia 11, fazendo assim uma escala de cerca de 3 dias, o normal para este terminal e tipo de navios.

Monday, June 8, 2020

Star Pride de partida

Com uma previsão de partida a apontar apenas para o dia 31 de Julho, mas com o abrandamento das medidas de confinamento em vários países e até com a retoma de alguns cruzeiros, nomeadamente cruzeiros fluviais, as companhias começam a movimentar alguns navios posicionando-os nos portos onde irão começar a operar pós-Covid. A WindStar Cruises acaba de retirar de Lisboa o Star Pride para o reposicionar no porto de Vlissingen no Sul da Holanda, tendo o navio saído esta manhã de Lisboa. Estas decisões não são de todo surpresa, uma vez que sabe-se estão de acordo com os planos de operações e retoma de cada companhia, consoante a abertura das fronteiras dos destinos onde pretendem recomeçar as suas operações. Assim por cá, fica apenas o Royal Clipper que não será de todo surpresa se um dia destes partir também com destino a outro porto Europeu, nomeadamente na Europa do Norte onde as medidas de confinamento e retoma económica parecem dar indicadores de mais celeridade.

Friday, June 5, 2020

Nordica

O navio Nordica é um navio porta contentores que efectua uma ligação regular semanal entre Portugal, Reino Unido e Holanda. Em Lisboa, opera no terminal de contentores de Santa Apolónia, e costuma ser proveniente de Roterdão. Daqui sai com destino a Leixões. O Nordica é um navio com 9 anos de idade, construído na China em 2011.
Navega com o IMO 9483695, e registo no porto de Sneek. Tem uma tonelagem bruta de 10318 t, e como medidas principais tem 151 m de comprimento, 23,4 m de boca e um calado de 7,6 m. Anteriormente chamou-se Nordic Bremen. Tem cumprido as suas escalas em Lisboa mesmo em tempo de pandemia, contribuindo para o esbater da falta de navios em porto, nomeadamente os navios que mais gosto de fotografar, os navios de passageiros. As especificações mais detalhadas sobre este navio, encontram-se disponíveis na página do seu armador, a Visser Shipping, podendo ser vistas aqui.

Tuesday, June 2, 2020

Jumbo Vision

O navio Jumbo Vision proveniente da Antuérpia, Bélgica, a operar no cais do Beato com uma carga fora do normal, um equipamento de elevação de cargas. Suponho que este equipamento poderá mesmo ficar por este cais para substituição dos existentes, contudo não o posso afirmar.
A preparação para a descarga
O Jumbo Vision é um navio de transporte de cargas especiais, construído em 2000 na Turquia (Madenci Gemi Sanyii shipyard), com 110 m de comprimento, 20,5 m de boca e 7,72 m de calado. Navega com o IMO 9153642 e com a bandeira Holandesa. Tem 7966 toneladas. Já ostentou os nomes Jumbo e Jumbo VIIS Star.  Estes navios de transportes especiais possuem os cascos e quilhas reforçados de forma a poderem transportar cargas mais pesadas do que o normal, para um navio (que já de si, transportam as mais pesadas de todas), além disso possuem ainda gruas com elevado poder de elevação. Neste caso cada grua pode elevar até 400 t tendo o navio a capacidade de elevação de 800 t. O limite de carga admissível no porão é de 4,25t/m2.
Uma operação de descarga que também não é igual às outras...

Monday, June 1, 2020

Graneleiros

Com a chegada do terceiro mês de ausência dos navios de passageiros resta fotografar os que sempre vão chegando e partindo ao Tejo, os navios mercantes. 

Estes nunca param e tem sido fulcrais a nível mundial para as economias fragilizadas e alimentar as populações. No Tejo hoje estavam o Komi e o Cape Veni, ambos fundeados no mar da Palha. O Cape Veni, um navio com 289,7 m de comprimento, já se encontra no Tejo desde o dia 13 de Maio, proveniente do porto de Saldanha na África do Sul. 

Segundo a informação disponibilizada pelo Porto de Lisboa, aguarda material sobresselente, daí que ainda não tenha data de partida. Como se sabe, a nível mundial, as empresas de entregas encontram-se com milhões de encomendas para distribuir o que está a gerar atrasos nas entregas de mercadorias. 
Já o Komi, um navio de 2015 com 200 m de comprimento, chegou no dia de ontem do porto Marroquino de Jorf Lasfar e está a carregar com destino à Colômbia, porto de Barranquilla. 

O Komi e o rebocador Baía do Seixal que traz os batelões com carga até ao navio.

Os ferrys abandonados


O velhinho Recordação e o Expresso
O Mar e Sol, morrendo na praia
Na zona da Mitrena, em Setúbal encontram-se os antigos ferrys da ligação Setúbal-Tróia. Encontram-se encalhados numa pequena praia de areia, em avançado estado de abandono e desconhece-se qual o futuro previsto para os mesmos. Ficam as imagens daqueles que a muitos boas memórias de idas à praia, em Tróia, trazem.

Saturday, May 30, 2020

Star Pride e Royal Clipper

Os navios Star Pride e Royal Clipper atracados em Santa Apolónia em modo pandemia, enquanto se observa a cidade numa lenta retoma à normalidade, num estado de incerteza e insegurança.

Max Stability

O navio Max Stability da Transinsular a operar no terminal de contentores de Santa Apolónia juntamente com o Laura S. Ambos os navios encontram-se a efectuar serviços para as ilhas Portuguesas. O Max Stability regressava da Madeira e teve como destino seguinte o porto de Leixões. Já o Laura S tem como próximo destino o porto de Ponta Delgada nos Açores. É a partir deste terminal que chega às ilhas grande parte da carga com origem na zona centro e sul de Portugal continental. Leixões serve para carregar a carga com origem no norte de Portugal. Aqui também se fazem carregamentos das cargas vindas do exterior do país, com a mudança de navios a acontecer neste terminal. A carga sobretudo contentorizada é transferida dos navios maiores para estes mais pequenos, denominados navios de cabotagem, e aqui carregada para o seu destino final.
Pela popa do Laura S, escondido pelo pórtico estava o Furnas e ao fundo vemos o Wes Gesa proveniente de Roterdão.
Também é aqui que são descarregadas as cargas vindas das ilhas, madeiras para pasta de papel e sucatas são as mais fáceis de identificar, além do negócio do gás.

Thursday, May 28, 2020

As novas barges da marina da Expo

Com o turismo a atingir os níveis mais baixos de qualidade de sempre, em Lisboa, as empresas promotoras de actividades turísticas desenvolveram soluções mínimas de investimento e máximas em lucro. Assim surgiram novas atractividades na cidade. Supõe-se que estas barges façam parte desses novos investimentos. Soluções de alojamento náutico não tradicionais nem típicas de Lisboa, mas soluções importadas e que satisfazem plenamente quem quer sentir-se um hipopótamo dormindo uma noite no meio da lama. 
Fica apenas o registo destas novas embarcações e o desejo de que possam ter sucesso, e que possam contribuir para o acesso ao rio, de todos os cidadãos, e não apenas para tornarem o rio cada vez mais distante das pessoas por praticarem preços que não satisfaçam a relação serviço-qualidade-experiência oferecida, tal como tem vindo a acontecer com os cruzeiros náuticos que disparam em quantidade mas em qualidade e preço continuam a milhas de uma realidade ajustada ao serviço oferecido.