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Wednesday, December 5, 2018

Paquete Funchal vendido (in Jornal de Negócios)

Aquando da abertura das quatro propostas para a aquisição do paquete Funchal, esta quarta-feira, 5 de Dezembro, apenas a oferta do grupo hoteleiro britânico Signature Living cobria o valor mínimo estipulado - 2,3 milhões de euros "e mais cem euros", detalhou, ao Negócios, José Pinto Oliveira, o administrador de insolvência da empresa proprietária do navio. Pelo caminho ficou a proposta de origem turca, tendo as subscritoras das ofertas francesa e brasileira estabelecido no momento um consórcio para entrar no duelo com a Signature Living pela compra do Funchal. Aberta a sessão de licitação, tendo por base a maior oferta, o gestor judicial começou por admitir lances a partir de 50 mil euros, tendo mais tarde passado para os 10 mil euros - "porque isso atrai as pessoas", explicou José Pinto Oliveira. "Ao fim de muitas dezenas de lances", a Signature Living arrematou o Funchal por 3,91 milhões de euros. Segue-se a assinatura do contrato, "a realizar neste final do dia", altura em que deverá proceder ao pagamento, a título de sinal, de 5% do valor da adjudicação. O gestor de insolvência afirmou ao Negócios que desconhece em concreto a estratégia da Signature Living para o Funchal, mas que, disse, tudo aponta "para que queira converter o paquete num hotel". O representante da entidade compradora disse apenas que o Funchal irá ser levado para Inglaterra e que esta é a primeira embarcação adquirida pelo grupo. A operação de venda do Funchal acabou por correr bem melhor do que Oliveira prognosticava, já que, duas horas antes da sessão, o gestor judicial confessava ao Negócios: "Não tenho expectativa nenhuma de que esse preço [o valor mínimo de 2,3 milhões de euros] seja atingido." Atracado no Cais da Matinha, às portas do Parque das Nações, em Lisboa, desde 2 de Janeiro de 2015, na sequência do seu arrastamento pela falência das empresas de cruzeiros de Rui Alegre, só os créditos reconhecidos em sede de insolvência da sociedade detentora do navio, a Pearl Cruises, totalizam cerca de 40 milhões de euros, estando maioritariamente ancorados no Montepio. Há duas semanas, um trabalho da SIC avançava que o Montepio Geral terá financiado em 148,3 milhões de euros o ruinoso sonho naval de Rui Alegre, mais de metade desse valor sem quaisquer garantias. Em causa estava a compra dos navios Lisboa, Porto, Azores e Funchal. Segundo a investigação da SIC, foram assinados 58 contratos de crédito com as sociedades de Alegre, sendo que uma parte dos créditos foi concedido sob o parecer negativo do Departamento de Avaliação de Crédito (DAC) do banco. A 30 de Junho de 2015, cerca de quatro meses após as diferentes sociedades de Alegre terem caído na insolvência, a Direcção de Auditoria e Inspecção do Montepio apresentou um relatório onde detalhava toda a ruinosa operação de financiamento de Alegre, a qual, somando outras garantias concedidas pela instituição ao empresário, colocava o Montepio com uma exposição da ordem dos 150 milhões de euros. Parte desse dinheiro terá sido utilizado para amortizar dívidas anteriores do empresário, assim como para comprar dois automóveis e pagar salários de Rui Alegre. Confrontado pela SIC, Tomás Correia, presidente e recandidato à liderança da Associação Mutualista Montepio, accionista maioritária da Caixa Económica Montepio Geral, disse desconhecer o relatório em causa e recusou-se a ver a cópia que a SIC lhe quis mostrar. O Funchal, lançado ao mar em 1961 e que renasceu com Rui Alegre, após um investimento de 22 milhões de euros, voltou a zarpar em Agosto de 2014. Mas logo na viagem inaugural, o paquete acabou por ficar retido em Gotemburgo, com 400 passageiros, devido a duas avarias e problemas na inspecção. Passados quatro meses, o mais emblemático dos navios portugueses de transporte de passageiros e de turismo de cruzeiro do último meio século amarrava no Cais da Matinha, onde ainda se mantém, tendo sido esta quarta-feira palco da cerimónia que determinou a sua venda à britânica Signature Living.

Texto copiado do site do Jornal de Negócios.

Saturday, September 2, 2017

Astoria de passagem

O único navio de cruzeiros oceânicos Português em operação, efectuou hoje uma passagem por Lisboa. O navio esteve algumas horas em Lisboa vindo de Leixões e daqui partiu pelas 16:30 h com destino a Gibraltar. 
O Astoria encontra-se ao serviço do operador Francês, Rivages du Monde por um período de um ano. Até 30 de Outubro de 2018, o navio tem cruzeiros agendados ao serviço deste operador Francês, depois regressará à Cruise and Maritime Voyages que o fretou à Portuscale Cruises e que entretanto já anunciou que o navio deverá deixar a sua frota em 2018, pelo que depois de Outubro do próximo ano, o seu futuro ainda não é conhecido. O Astoria é um dos navios mais antigos ainda em operação, tem 69 anos (1948), capacidade para um máximo de 600 passageiros e 200 tripulantes. Tem 160 m de comprimento e 21 m de largura. Tem uma velocidade de 19 nós e navega com a bandeira Portuguesa, com registo na ilha da Madeira.
A passagem em frente ao mais recente museu de Lisboa, o MAAT, em Belém
Under bridge
E a despedida de Lisboa com a passagem pela Torre de Belém e Fundação Champalimaud.


A viagem que o Astoria está a realizar