A MSC tem a sua base logística, em Portugal, no porto de Sines, pelo que passarem por Lisboa, navios de carga da MSC é algo pouco habitual. Muito menos navios que façam parte dos maiores da frota da companhia, como é o caso do MSC Paloma, o navio de 365 m que este fim de semana esteve no Tejo a abastecer combustível antes de partir para a Malásia, Port Klang, pela rota do Cabo (África do Sul).
O Paloma chegou a Lisboa na sexta feira por volta das 20:30h vindo de Liverpool e saiu no sábado pelas 17h, depois de abastecer combustível. O navio apresentava uma boa composição de contentores a bordo, tendo como capacidade máxima 14036 TEUS. Navega com a bandeira do Panamá e com o IMO 9441001. Tem 365 m de comprimento e 51 m de largura. Este porta contentores foi construído em 2010, nos estaleiros da Daewoo na Coreia do Sul. Tem 156092 t GT. Este é um navio do tipo SuezMax e encontra-se a realizar esta viagem contornando o continente Africano muito provavelmente para evitar os conflitos no Médio Oriente. Com esta mudança de estratégia das companhias é provvável que veham a efectuar mais visitas ao Tejo, nos próximos tempos, navios desta dimensão, unicamente para abastecer antes de navegarem todo o continente Africano.
O MSC Paloma comparado com a lancha de pilotos Barra Norte, do porto de Lisboa, no momento que os pilotos navegavam a estibordo deste.







Infelizmente, Lisboa só pode sonhar em receber navios deste género porque, como bem se sabe, o terminal de contentores de Alcântara, no meio da cidade, mostra apenas a falta de visão dos decisores, que não souberam prever a quantidade de carga que surgiria no futuro.
ReplyDeleteNeste caso, tal como aconteceu com o aeroporto, parece que acharam uma boa ideia construir um terminal de contentores no meio da cidade. Agora tentam ampliá-lo, mas o problema permanece: como acomodar todos os camiões e o transporte ferroviário que um terminal deste tipo exige? Parece impossível.
Mesmo assim, em vez de construir um novo terminal numa localização mais adequada, insiste-se em expandir este. É um desperdício e demonstra uma falta de capacidade de análise por parte dos decisores.
Os portugueses demonstram, uma vez mais, uma falta completa de visão.
Tudo isto é uma pena, porque deixa aqueles de nós apaixonados por navios sem a possibilidade de ver estes incríveis cargueiros.
Este tipo de navios é mais frequente no porto de Sines, onde a MSC Cargo tem a sua base em Portugal. Deste tipo, de outras companhias, por Lisboa só mesmo no terminal de Alcântara, que é o único onde podem operar totalmente carregados. Já por Sines são mais habituais os navios do género do MSC Paloma, justamente por ser o terminal utilizado pela MSC cargo. Os investimentos no terminal de Alcântara, sobretudo nos novos pórticos foram baseados numa expectativa de retorno para operação com navios semelhantes ao MSC Paloma, vamos aguardar para ver...Cumprimentos
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